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Bernie Ecclestone coloca à venda a coleção de 69 monolugares de Fórmula 1

Carro de Fórmula 1 vermelho da Ferrari estacionado num interior com chão refletor.

Bernie Ecclestone é uma das personalidades mais reconhecíveis do universo da Fórmula 1, modalidade à qual está ligado há mais de meio século. Ao longo de cinco décadas, conseguiu reunir o que é apontado como a coleção de automóveis de competição mais valiosa e desejada do mundo.

Uma vida ligada à Fórmula 1

No total, são «apenas» 69 monolugares, mas o conjunto reúne vários ícones que atravessam sete décadas de história do desporto motorizado. Muitos destes carros conquistaram campeonatos ou estiveram na base de vitórias marcantes dos seus pilotos - e, agora, estão todos disponíveis para venda.

Com 94 anos, Ecclestone explica a decisão de forma clara: “Adoro todos os meus carros, mas chegou o momento de começar a pensar no que lhes pode acontecer caso eu já não esteja cá e é por isso que quero vendê-los.”

Ferrari em destaque na coleção de Bernie Ecclestone

Entre os 69 automóveis, nota-se de imediato uma predileção pelos Ferrari. Um dos exemplos mais relevantes é o 375 F1 que triunfou no Grande Prémio de Itália, com Alberto Ascari ao volante. A par deste, surge também o emblemático “Thin Wall Special”, conhecido por ter sido o primeiro Ferrari a bater um Alfa Romeo.

A lista inclui ainda um 312 F1, descrito pela própria Ferrari como o Fórmula 1 mais original do seu tempo, bem como monolugares que ajudaram pilotos como Michael Schumacher, Niki Lauda ou Mike Hawthorn a chegar a títulos mundiais.

Brabham: raridades pouco vistas desde a retirada

Outra marca com grande peso nesta coleção é a Brabham, equipa da qual Bernie Ecclestone foi proprietário entre 1971 e 1988. Essa ligação explica por que motivo o acervo integra exemplares que, desde que foram retirados das pistas, quase nunca voltaram a ser mostrados.

Entre eles destaca-se, por exemplo, o BT46B com que Niki Lauda venceu o GP da Suécia de 1978 e que acabaria por ser retirado devido a uma (controversa) vantagem técnica, assegurada por uma ventoinha.

Valor da coleção no «segredo dos deuses»

Sempre que se tenta atribuir um preço à coleção de Bernie Ecclestone, a resposta mais repetida é “incalculável”. Pela raridade e pelo simbolismo de muitos destes automóveis, o resultado da venda pode atingir valores estratosféricos - e até as estimativas são mantidas em sigilo.

No meio de nomes como o BRM V16 Mark II, o Maserati 250F ou o Vanwall VW10 - o primeiro carro britânico a ganhar um Grande Prémio e um Campeonato de Construtores - encontram-se autênticas relíquias da história do automobilismo.

Para Tom Hartley Jr., o especialista responsável por conduzir a venda da Coleção de Ecclestone, trata-se de uma oportunidade irrepetível para colecionadores. “Nunca houve uma coleção como esta à venda. Seria magnífico vê-la novamente em ação nas pistas”, afirmou Hartley.


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